Athleta volta ao mercado com coleção retrô
Personal Stylist
Consultoria
Dúvidas
Clientes
Entrevista
Colunas
Estudantes
Eventos
Novidades
Contato
       
Coutinho
newton_santos
O empresário Antonio José Pádua de Oliveira Bugarelli diretor da Athleta
Pelé

Alfredo Mostarda, Antonio José Pádua, Oliveira Bugarelli e Paraná
Dudu, Zé Maria, Edu Bala, Edu, Nalinho, Parana, Luiz Carlos, Alfredo Mostarde, Leivinha Durval, Deodoro, Dênis em torno de Giuseppe Carlo Bugarelli
Coutinho
Edu
Leivinha
Parana e Edu Bala
Sassa EduBala e Leivinha
Leivinha
Leivinha conversa com Antonio José Pádua de Oliveira Bugarelli, diretor da Atheta
O jogador Luiz Carlos autografa parede da Athleta
Zagalo
Evento de lançamento reúne craques de várias seleções

Compareceram ao evento de lançamento das novas coleções da Atheta jogadores que participaram de várias seleções. Na sala onde o empresário Giuseppe Carlo Bugarelli (78 anos) comandava as atividades da empresa reuniram-se no dia do evento os jogadores: (da esquerda para a direita) Dudu, Zé Maria, Edu Bala, Edu, Nelinho, Paraná, Luiz Carlos, Alfredo Mostarda, Coutinho, Leivinha, Durval, Deodoro e Denis. (ao centro Giuseppe Carlo Bugarelli)

Estocolmo – Suécia

Nas peças que compõem a linha Estocolmo, os modelos vêm com uma estrela referente ao título de 58. O tag das peças conta a história do gesto mais esperado em toda Copa do Mundo, o de levantar a taça. Na verdade, tudo começou na Copa de 58, quando o jogador Bellini a recebeu, foi orientado pelos fotógrafos a erguê-la para que ela pudesse ser vista no meio da confusão de jogadores e dirigentes.

Entre os modelos que compõem esta linha há:

• Camisa manga curta feminina 58 : em tecido malha super-light, o modelo é dupla face. De um lado, a camisa é amarela, com decote em V e gola aberta, com os punhos e gola no tom verde. No peito o distintivo da época com as siglas CBD. Do outro lado, a camisa é azul royal, com a gola bordada e nas costas, o número 10 é circundado pelo desenho de louros, que foi usado em toda a comunicação da Copa do Mundo de 58.

• Camisa manga longa masculina 58 : em suedini, o modelo pode ser encontrado em três versões de cores – amarelo com detalhes em verde, verde com detalhes em amarelo e azul com detalhes em branco. A camisa tem gola aberta, punhos e barras. No peito, o distintivo CBD é bordado e na parte das costas há uma aplicação de estampa com o número 58.

Vinã Del Mar – Chile

As peças da linha Vinã Del Mar vêm com as duas estrelas do bicampeonato. O tag referente a esta linha relata a história da partida contra a Inglaterra em que um cachorrinho entrou em campo e deu trabalho para ir embora, pois ninguém conseguia pega-lo. O inglês Greaves teve de engatinhar para atrair o bichinho. Garrincha riu o resto da partida.

Alguns modelos desta linha:

• Camisa feminina 62 : em tecido malha super-light, este modelo é dupla face. De um lado, a camisa em manga curta vem no tom de amarelo, com decote em V e gola aberta em verde. A barra das mangas também é verde e no peito, o distintivo CBD. Do outro lado, a camisa é azul, traz na parte da frontal, na altura do peito o cruzeiro do sul em branco, na parte de trás, na altura do ombro, a estampa da taça Jules Rimet e o ano 1962.

• Camisa Masculina 62 : em suedini, o modelo tem mangas curtas e vem no tom de amarelo, com barra das mangas verdes e decote em V com a gola aberta em verde. No peito o distintivo CBD. Na parte de trás da camisa, embaixo, a estampa do ano 1962 e a silhueta da taça completam o look.

Guadalajara – México

Os modelos da linha Guadalajara vêm com as três estrelas do tri-campeonato. Já o tag desta coleção contam a história da final contra a Itália em que ao término da partida, os torcedores invadem o campo em busca de um souvenir: calções, meias, camisas, chuteiras dos ídolos, que tentavam se esquivar do tumulto. Quando Pelé entrou no vestiário, desabafou aliviado, depois de se livrar do assédio: “Eu não morri, eu não morri”.

Algumas peças da linha:

• Camisa Final 70 : em suedini no tom de amarelo, com punhos em verde. No peito o distintivo CBD. Na parte de trás, o número 70 estampado, com a palavra Rei e uma silhueta de um canarinho, em homenagem a seleção que ganhou este apelido.

• Camisa Réplica 70 : reprodução do modelo original usado pelos jogadores da seleção de 70. A camisa vem em suedini amarelo, com punhos em verde e no peito o distintivo CBD. Na parte de trás o número 10 em tecido azul aplicado.

• Camisa torcida verde : Em meia-malha de algodão, na cor verde, trás na parte da frente a estampa Brasil 70 e na parte de trás a estampa de todos os resultados dos jogos.

Athleta: desde 1935 uma história de amor ao esporte, com ênfase no futebol.

Não há como lembrar de momentos decisivos do futebol brasileiro sem se referir à Athleta. A marca, fundada em 1935 por Antônio Pádua de Oliveira, sempre teve sua trajetória marcada pela paixão e dedicação ao esporte. Tanto é que ela foi a primeira empresa brasileira a patrocinar um time de futebol.

Antônio José Pádua de Oliveira Bugarelli, que assumiu a empresa e é o responsável por seu retorno ao mercado, conta como seu pai, que dirigiu a empresa fundada pelo sogro, ingressou no patrocínio de um time de futebol.

“Em 1961, meu pai assistia a um treino do Corinthians e ficou espantado com o estado das camisas dos jogadores: todas velhas e surradas. Sugeriu ao então presidente do Clube, Wadih Helou, que ele poderia confeccionar as camisas e doá-las ao time com a estampa Athleta no peito. Helou concordou de imediato e assim a Athleta ingressou em um mercado até então inexistente no Brasil”, conta Bugarelli.

Em 1958, a Athleta passou a confeccionar também as camisas da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa da Suécia e foi a fornecedora oficial da seleção até 1977. Por este passado tão ligado ao futebol, a empresa mantém até hoje em seu acervo preciosidades que retratam um pouco da história de uma época de ouro do futebol brasileiro, como as camisas das seleções de 58, 70, 74 e 77, assinadas por todos os jogadores que defenderam o Brasil, além das de 62 e 66 sem assinatura. Na parede da fábrica, há algumas assinaturas destes craques também.

Ao longo dos anos de atuação no mercado, os maiores clubes brasileiros de futebol, assim como grandes craques, como Pelé (com a sua famosa camisa 10), Gérson, Rivelino, Tostão, Carlos Alberto Torres, entre outros, vestiram Athleta. A seleção Paraguaia, o Cosmos de Nova Iorque, o Internacional da Otália, Benfica e Academia de Portugal, também utilizaram Athleta.

Até 1994, a Athleta continuou a atuar no mercado esportivo. Mas tomou um novo rumo após o Plano Collor, passando a atuar junto a colégios de São Paulo, na confecção de uniformes escolares, como São Luiz, Dante Alighieri, Madre Alix, Santo Américo e Escola Morumbi.

Além de ressurgir no mercado com sua linha retrô, de apelo mais fashion, a Athleta também investe para voltar ao segmento esportivo, com o patrocínio de alguns times de futebol de salão: São Caetano - SP, São José - SP, Pindamonhangaba - SP e Cascavel - PR.

Exportação também é foco da Athleta

Ícone mundial quando o assunto é futebol, o Brasil é sempre destaque neste segmento. O interesse pelo futebol brasileiro também se estende aos produtos relacionados ao País. Tanto é que a Athleta já está exportando para o Japão, que vai comercializar toda a linha retrô da empresa.

O Japão, aliás, já comercializa os uniformes da Athleta para futebol de Salão e também meias, que lideram as vendas de produtos para esta modalidade no País. No ano passado, a exportação destes itens movimentou o equivalente a US$ 100 mil.