| Evento
de lançamento reúne craques
de várias seleções
Compareceram ao evento
de lançamento das novas coleções
da Atheta jogadores que participaram de
várias seleções. Na
sala onde o empresário Giuseppe Carlo
Bugarelli (78 anos) comandava as atividades
da empresa reuniram-se no dia do evento
os jogadores: (da esquerda para a direita)
Dudu, Zé Maria, Edu Bala, Edu, Nelinho,
Paraná, Luiz Carlos, Alfredo Mostarda,
Coutinho, Leivinha, Durval, Deodoro e Denis.
(ao centro Giuseppe Carlo Bugarelli)
Estocolmo –
Suécia
Nas peças que
compõem a linha Estocolmo, os modelos
vêm com uma estrela referente ao título
de 58. O tag das peças conta a história
do gesto mais esperado em toda Copa do Mundo,
o de levantar a taça. Na verdade,
tudo começou na Copa de 58, quando
o jogador Bellini a recebeu, foi orientado
pelos fotógrafos a erguê-la
para que ela pudesse ser vista no meio da
confusão de jogadores e dirigentes.
Entre os modelos que
compõem esta linha há:
• Camisa manga
curta feminina 58 : em tecido malha super-light,
o modelo é dupla face. De um lado,
a camisa é amarela, com decote em
V e gola aberta, com os punhos e gola no
tom verde. No peito o distintivo da época
com as siglas CBD. Do outro lado, a camisa
é azul royal, com a gola bordada
e nas costas, o número 10 é
circundado pelo desenho de louros, que foi
usado em toda a comunicação
da Copa do Mundo de 58.
• Camisa manga
longa masculina 58 : em suedini, o modelo
pode ser encontrado em três versões
de cores – amarelo com detalhes em
verde, verde com detalhes em amarelo e azul
com detalhes em branco. A camisa tem gola
aberta, punhos e barras. No peito, o distintivo
CBD é bordado e na parte das costas
há uma aplicação de
estampa com o número 58.
Vinã
Del Mar – Chile
As peças da
linha Vinã Del Mar vêm com
as duas estrelas do bicampeonato. O tag
referente a esta linha relata a história
da partida contra a Inglaterra em que um
cachorrinho entrou em campo e deu trabalho
para ir embora, pois ninguém conseguia
pega-lo. O inglês Greaves teve de
engatinhar para atrair o bichinho. Garrincha
riu o resto da partida.
Alguns modelos desta
linha:
• Camisa feminina
62 : em tecido malha super-light, este modelo
é dupla face. De um lado, a camisa
em manga curta vem no tom de amarelo, com
decote em V e gola aberta em verde. A barra
das mangas também é verde
e no peito, o distintivo CBD. Do outro lado,
a camisa é azul, traz na parte da
frontal, na altura do peito o cruzeiro do
sul em branco, na parte de trás,
na altura do ombro, a estampa da taça
Jules Rimet e o ano 1962.
• Camisa Masculina
62 : em suedini, o modelo tem mangas curtas
e vem no tom de amarelo, com barra das mangas
verdes e decote em V com a gola aberta em
verde. No peito o distintivo CBD. Na parte
de trás da camisa, embaixo, a estampa
do ano 1962 e a silhueta da taça
completam o look.
Guadalajara
– México
Os modelos da linha
Guadalajara vêm com as três
estrelas do tri-campeonato. Já o
tag desta coleção contam a
história da final contra a Itália
em que ao término da partida, os
torcedores invadem o campo em busca de um
souvenir: calções, meias,
camisas, chuteiras dos ídolos, que
tentavam se esquivar do tumulto. Quando
Pelé entrou no vestiário,
desabafou aliviado, depois de se livrar
do assédio: “Eu não
morri, eu não morri”.
Algumas peças
da linha:
• Camisa Final
70 : em suedini no tom de amarelo, com punhos
em verde. No peito o distintivo CBD. Na
parte de trás, o número 70
estampado, com a palavra Rei e uma silhueta
de um canarinho, em homenagem a seleção
que ganhou este apelido.
• Camisa Réplica
70 : reprodução do modelo
original usado pelos jogadores da seleção
de 70. A camisa vem em suedini amarelo,
com punhos em verde e no peito o distintivo
CBD. Na parte de trás o número
10 em tecido azul aplicado.
• Camisa torcida
verde : Em meia-malha de algodão,
na cor verde, trás na parte da frente
a estampa Brasil 70 e na parte de trás
a estampa de todos os resultados dos jogos.
Athleta: desde 1935
uma história de amor ao esporte,
com ênfase no futebol.
Não há
como lembrar de momentos decisivos do futebol
brasileiro sem se referir à Athleta.
A marca, fundada em 1935 por Antônio
Pádua de Oliveira, sempre teve sua
trajetória marcada pela paixão
e dedicação ao esporte. Tanto
é que ela foi a primeira empresa
brasileira a patrocinar um time de futebol.
Antônio José
Pádua de Oliveira Bugarelli, que
assumiu a empresa e é o responsável
por seu retorno ao mercado, conta como seu
pai, que dirigiu a empresa fundada pelo
sogro, ingressou no patrocínio de
um time de futebol.
“Em 1961, meu
pai assistia a um treino do Corinthians
e ficou espantado com o estado das camisas
dos jogadores: todas velhas e surradas.
Sugeriu ao então presidente do Clube,
Wadih Helou, que ele poderia confeccionar
as camisas e doá-las ao time com
a estampa Athleta no peito. Helou concordou
de imediato e assim a Athleta ingressou
em um mercado até então inexistente
no Brasil”, conta Bugarelli.
Em 1958, a Athleta
passou a confeccionar também as camisas
da Seleção Brasileira de Futebol
para a Copa da Suécia e foi a fornecedora
oficial da seleção até
1977. Por este passado tão ligado
ao futebol, a empresa mantém até
hoje em seu acervo preciosidades que retratam
um pouco da história de uma época
de ouro do futebol brasileiro, como as camisas
das seleções de 58, 70, 74
e 77, assinadas por todos os jogadores que
defenderam o Brasil, além das de
62 e 66 sem assinatura. Na parede da fábrica,
há algumas assinaturas destes craques
também.
Ao longo dos anos de
atuação no mercado, os maiores
clubes brasileiros de futebol, assim como
grandes craques, como Pelé (com a
sua famosa camisa 10), Gérson, Rivelino,
Tostão, Carlos Alberto Torres, entre
outros, vestiram Athleta. A seleção
Paraguaia, o Cosmos de Nova Iorque, o Internacional
da Otália, Benfica e Academia de
Portugal, também utilizaram Athleta.
Até 1994, a
Athleta continuou a atuar no mercado esportivo.
Mas tomou um novo rumo após o Plano
Collor, passando a atuar junto a colégios
de São Paulo, na confecção
de uniformes escolares, como São
Luiz, Dante Alighieri, Madre Alix, Santo
Américo e Escola Morumbi.
Além de ressurgir
no mercado com sua linha retrô, de
apelo mais fashion, a Athleta também
investe para voltar ao segmento esportivo,
com o patrocínio de alguns times
de futebol de salão: São Caetano
- SP, São José - SP, Pindamonhangaba
- SP e Cascavel - PR.
Exportação
também é foco da Athleta
Ícone mundial
quando o assunto é futebol, o Brasil
é sempre destaque neste segmento.
O interesse pelo futebol brasileiro também
se estende aos produtos relacionados ao
País. Tanto é que a Athleta
já está exportando para o
Japão, que vai comercializar toda
a linha retrô da empresa.
O Japão, aliás,
já comercializa os uniformes da Athleta
para futebol de Salão e também
meias, que lideram as vendas de produtos
para esta modalidade no País. No
ano passado, a exportação
destes itens movimentou o equivalente a
US$ 100 mil. |